Viagem ao deserto: Dia 2 – Gorges Dadès até Merzouga
Logo cedo seguimos para Tinghir, onde conhecemos um pouco da história local, passeamos pelas plantações de azeitona, hortelã, palmeiras, couscous, dentre outras coisas que eles cultivam e do kasbah que existe na cidade, onde também fomos guiados pela vila e conhecemos um pouco da história do lugar.
Plantação de onde eles tiram o couscous, prato típico do país
Ali também paramos para um chá e uma visita com um vendedor de tapetes, onde ele explica o processo de fabricação dos tapetes e como eles arrecadam dinheiro para a associação que toma conta do kasbah.
Um pouco sobre a fabricação dos tapetes
Continuando viagem passamos pelo Todra Gorges, uma outra “garganta”, onde temos a oportunidade de andar pelo rio que atravessa os paredões do lugar. Um visual realmente muito bonito.
Caminhando pelo rio que corta Todra Gorges
Já no final da tarde, finalmente chegamos à um hotel em Merzouga onde sairiamos para o acampamento no deserto.
O tempo não estava muito bom e tempestades de areia atrasaram um pouco o nosso caminho para o acampamento. Ficamos tocando (no meu caso tentando), tocar repercussão junto com o pessoal local.
Tentando aprender um pouco da batida
Infelizmente perdemos o por do sol por conta disso.
Por volta das 7h finalmente começamos a nossa aventura pelo deserto do Saara. Eu não podia me conter de expectativas. Confesso que ao tocar as areias laranjas do Saara me emocionei, me tocando que estava realizando um sonho. Andar pelas areias do Saara.
Depois de 1h30 em cima de um camelo, que confesso não é nada confortavel, e andar pelas dunas do Saara, finalmente chegamos ao acampamento.
Ali conversamos com os nossos guias, que admitiram ficarem até 3 dias sem água. Faziam graça se comparando aos camelos.
Após tomarmos chá e jantarmos, tivemos um pouco de descanso antes de alguém ter a idéia de escalar uma grande duna que fica ao lado do acampamento. Olhando de baixo não parece muito difícil, mas quando começamos a subida entendemos o quanto era íngrime aquele montante de areia. Para os guias, eles pareciam estar andando em um lugar plano, nem sinal de cansaço eles demonstravam, enquanto nós tivemos que parar pelo menos umas 6 vezes para pegar o fôlego antes de finalmente chegar ao topo.
Olhando o deserto ali de cima, à luz da lua cheia que iluminava todo o limite de visão que tinhamos, a vista era simplesmente indescritível. Eu fiquei pelo menos uns 30 minutos admirando aquele lugar e sinceramente, é uma das vistas lindas e memoráveis da minha vida. Aquilo ali não tem preço. É demais.
A noite, ao contrário do que imaginavamos, é bem fresco. Dormimos no relento onde tínhamos planejado acordar as 5h30 para ver o nascer do sol.
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