Mochilão com Rafael Faria

The world is a book, and those who do not travel read only a page. (St. Augustine)

A viagem infinita para Agadir

Nada como uma boa noite de sono. Não estou 100% mas com certeza estou muito melhor. Os vômitos pararam mas a diarréia ainda incomoda.

Chegamos na estação de Ouarzazate e logo compramos um ticket para o primeiro ônibus, SATA, que saia para Agadir, uma viagem teóricamente de 6 horas e que nos custou 80 MDH.

Dentro do ônibus, enquanto esperamos partir, um entra e sai intenso, um fluxo grande de pessoas tentando te vender todo tipo de coisa. Além de pedintes que não param de incomodar.

O ônibus

A viagem na verdade durou 8 horas, não tinha ar condicionado, um calor de mais de 40 graus, parava em todos os lugares possíveis, até mesmo em lugares tão remotos que eu não conseguia ver nenhuma casa ou alguma possível moradia ou qualquer tipo de “teto” mas mesmo assim uma familía inteira estava esperando o ônibus no meio da estrada. Bizarro, mas engraçado.

Eu achava que eu já tivesse minha cota em banheiros sujos mas durante esta viagem eu vi que não tinha visto nada. Ainda com o estômago ruim, cada vez que o ônibus parava por mais de 5 minutos eu dava um jeito de ir ao banheiro. cada um pior que o outro. Acho que depois desta experiência eu com certeza terei outro padrão para julgar as coisas.

Finalmente chegamos à Agadir. Não se assuste se você pegar um taxi e derrepente começar a entrar várias pessoas (até 6) no mesmo taxi. Os chamados Grand Taxis, e que normalmente você pega em estação de trem, onibus ou aeroportos, comportam (ou não mas eles não se importam) até 6 pessoas e isso acaba amenizando no preço que você vai pagar, portanto se você está no budget como eu não se incomode em reclamar :)

Dentro do taxi com 6 pessoas

O taxi nos deixou em um suposto centro, e sem hotel, ficamos andando pela cidade a procura de alguma coisa. Tom insistia em tentar a “sorte” e achar alguma coisa perto da praia mas obviamente tudo era muito caro. Quando já não aguentava mais andar, cansado, com vontade mais uma vez de ir ao banheiro, tomei a liderança e sentei num computador em um “teleboutique”. Achamos um hotel que estava perto de nós, o Residence Fleurie, muito bem organizadinho, elevador e piscina. Era o que estava mais em conta, 460 MDh pelo quarto, dividido por 3. Agadir não tem albergue o que acaba dificultando uma pessoa viajar sozinho por aqui.

A frente do hotel

Dei o dia por encerrado e ainda em recuperação e sem fome, permaneci no quarto até amanhecer.

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