Mochilão com Rafael Faria

The world is a book, and those who do not travel read only a page. (St. Augustine)

Archive for July, 2009

Viagem ao deserto do Saara

Ainda lembro quando eu estava na Australia, na casa do meu amigo Bruno e assistíamos um documentário sobre o deserto do Saara. Eu virei pra ele e falei, “Bruno, eu ainda vou estar ali”. Começar a minha jornada pra realizar um sonho é algo que não tenho como explicar com palavras mas prometo que vou tentar.

O tour para o Saara durou 3 dias e 2 noites, embora eu não lembre muito bem o nome de cada cidadela que passamos e/ou paramos vou tentar trazer o maior número de detalhes possível de cada dia.

Marquei a viagem com o Mami Tour e o custo sai por volta de 900 MDh, embora você consiga descer isso para 850 MDh se chorar muito.

Nos próximos posts, segue o detalhe de cada dia.

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Crítica de Albergue – Marrakesh

Eu achei Marrakesh, ou Marrocos em geral um pouco acima da média de preço que eu estava esperando pagar. Os albergues então nem se falam, paguei em uma média de €13 à €15 enquanto eu esperava pagar a metade desta quantia.

Nas duas vezes que visitei Marrakesh eu fiquei no hostel chamado Equity Point, Riad Amazigh, localizado no meio das ruelas dos souks da medina de Marrakesh. Assim como os outros, encontrei ele no hostelworld.com

Fica a 5 minutos da praça Djemaa El Fna e pode ser um pouco trabalhoso chegar lá pela primeira vez embora as direções no site são bem claras.

Os quartos são bem confortaveis. Tive a oportunidade de ficar em um quarto de 6 camas e de 10 camas e todos tem um design bem legal. Embora o de 10 camas seja mais barato (e portanto mais difícil de conseguir uma vaga), é o único que tem ar condicionado. No resto dos quartos você tem que se contentar com um ventilador.

Os quartos privativos também são bem legais. Se você está viajando de casal é uma ótima pedida. Os banheiros tem até banheira e são super aconchegantes.

O hostel é bem limpo. Oferece toalha e roupa de cama limpas todos os dias.

Na recepção você tem 2 computadores com internet de graça e wi-fi. Uma sala super bem decorada com mesas de centro bem legal para interagir com as pessoas e fumar narguilê.

Recepção do Albergue

No terraço você tem a área de café da manhã (que está incluido no preço) e uma área aberta que dá pra ver por cima da medina, entre as ruelas e lojas do souks. O por do sol entre as construções é algo bem bonito e recomendo curtir um narguilê no terraço do topo onde você pode relaxar e curtir um ar fresco com os amigos.

Gostei muito do hostel, tanto que voltei nos últimos dias de Marrakesh. Fica aqui a minha recomendação e caso você tenha alguma outra recomendação por favor fique a vontade para fazer nos comentários.

Nome: Equity Point
Site: http://www.equity-point.com/
Diária mais barata: €15 em um quarto com 6 camas.

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O casamento marroquino

Me encontrei com Ali Abdul no hotel onde ele estava hospedado e logo o seu irmão, Elalaoui, chegou ao hotel. Este não falava muito bem o inglês e várias vezes nos pegamos um fazendo mímica para o outro, uma situação um tanto engraçada. Me serviram um chá de hortelã, bem tradicional no Marrocos, do qual eu fiquei viciado.

Saimos para almoçar e eles me levaram em um restaurante tradicional, muito bom. Lá comemos a kafta e linguiça com um molho especial que eles tem. O restaurante fica próximo a praça Djemaa El Fna embora eu não tenha conseguido encontrar novamente quando procurei em outra oportunidade.

Mais uma vez não me deixaram pagar a minha conta.

Almoçando um pouco da comida local

Elalaoui, é contador e conhece muitas pessoas do souk, segundo Ali por causa disso as pessoas quando não dá presente, ele consegue vários discontos quando sai para fazer compras ou simplesmente fazer a contabilidade de várias lojas ali.

Voltamos para o hotel, ficamos conversando um bom tempo e tomando uma cerveja. Fiz mil perguntas sobre os casamentos e eles me contaram que um casamento marroquino normalmente vai até muito tarde e dependendo das condições da família pode durar até 7 dias. Quem estava casando era a sobrinha deles, e a familía deles não tinha tantas condições assim portanto seria algo mais simples.

A noite, nos encontramos na casa de Elalaoui, onde estes insistiram em me vestir a rigor para o casamento, me deram uma calça, sandalhas, regatas e uma jalaba (própria de casamento). Ficaram fazendo várias piadinhas e se divertindo as minhas custas. O que eu acabei respondendo com sorriso no rosto.

Vestido a rigor pro casamento

No casamento consersei com algumas poucas pessoas que falavam inglês e me envolvi com as crianças que apesar de não falar nada de inglês mais uma vez foi interessante praticar a mímica, o que eles parecem entender muito mais fácil que um adulto. Quando Ali falou pra eles que eu era brasileiro logo ficaram me rodeando e fazendo brincadeiras.

Ali Abduh, pai da noiva e o sobrinho dele

A noiva é a primeira a entrar, diferente do Brasil, ela entra toda de verde, carregada por 4 homens que vão de mesa em mesa fazendo uma festa. Quando finalmente colocam ela no chão, ela senta numa especie de trono e algumas mulheres começam a tatuar os pés e as mãos com a henna, um tipo de pintura tradicional do Marrocos.

A noiva fazendo a sua entrada

As mulheres tutando a noiva com henna

O homem demorou bastante para entrar, parece que aqui os papéis se invertem. Ali já estava impaciente, me dizendo que estava com fome e que queria ir embora pra comer, isso já eram quase 1h30 da manhã e a comida só seria servida muito depois que o noivo entrasse. Eu falei pra ele que eu gostaria muito de pelo menos ver o noivo entrando pra encerrar a cerimonia.

O noivo então entrou lá pelas 2h15, em um cavalo atrás de uma carreata e as pessoas cantando à sua frente. Eu tive a impressão que eles não se conheciam. E ao contrario do Brasil, onde o casamento é, teoricamente, o dia mais feliz da vida de um casal, estes não pareciam se sentir assim, não foram muitas vezes que consegui ver um sorriso no rosto do casal. E juntos, eles pareciam mais irmãos do que um casal. Em marrocos é normal os pais escolherem o marido da filha, e segundo uma outra pessoa que eu conheci, algumas famílias preferem manter o casamento entre família, e no caso dela por exemplo, ela se casou com um primo.

O noivo entrando à cavalo

O casal e alguns familiares

Me chamaram para dançar lá na frente, onde os noivos também dançavam e as crianças se esforçavam para que eu dançasse no meio de todo mundo.

Eu no meio da muvuca

Ali Abduh me chamou para comer antes de todo mundo, e assim que terminamos resolvi ir embora. Ali me deixou na porta do souk onde estava o meu hostel e confesso que é bem assustador andar no meio dos “becos” às 3h30 da manhã.

Foi uma experiência um tanto quanto única e me senti privilegiado por isso. Com certeza será algo que eu nunca vou esquecer e estará sempre no meu hall de estórias para contar! :)

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Os souks e o assédio em Marrakesh

Em Marrakech fiquei no Equity Point Hostel, que fica no Place DJemaa El Fna, uma praça na Medina de Marrakesh. O nome da praça pode ser traduzido como “Assembleia dos Mortos”, pois ali, há séculos, criminosos eram executados e a cabeça deles, exposta para servir de exemplo. No entanto, como a palavra Djemaa também significa mesquita, o nome do local pode ser traduzido como “Lugar da mesquita desaparecida”, como referência a uma mesquita almorávida destruída.

Praça Djemaa El Fna

Me assustou um pouco com os valores das diárias. Por volta de €17-€20. Eu achava que seria MUITO mais barato, mas lendo os posts você vai descobrir que o país não é lá tão barato.

Como cheguei cedo, resolvi andar um pouco pelas ruas, praças e arredores. Fiquei impressionado com aquela cidade monocolor, principalmente pela experiencia de andar pelos corredores dos souks, uma experiência memorável. Na praça é uma loucura, a noite fica ainda mais movimentada. Encantadores de cobra, tatuadoras de henna, pessoas com tambores, macacos, pessoas tentando te entreter de todas as formas. E o assédio é bastante forte, eles querem te vender ou tirar dinheiro de você de todas as formas.

Eu acabei aprendendo no primeiro contato com um deles. Dei bola e me levaram €3, e eles são loucos por euros. Depois disso fiquei até com medo de chegar perto, queria tirar foto com os encantadores de cobras, ou com os macacos mas tinha medo de quanto eles iriam querer cobrar por algo assim. Eles são muito mais espertos que nós, acredite. A partir dai comecei a ignorar, se alguém chegasse perto querendo fazer alguma graça ou tentando vender algo eu simplesmente continuava andando sem dar muito moral e funcionou muito bem.

Perdi €3 nessa brincadeira ai! :)

Isso não tirou o meu encanto pelo lugar, toda esse comportamento, um tanto quanto diferente, na verdade me impressionou. Eu estava com sede para aprender sobre o lugar e suas culturas, principalmente pelos seus comportamentos que então aprendi que é diferente de cidade pra cidade.

Na praça, você encontra várias lojinhas de artefatos locais, shishas (o nosso narguilê), objetos de decorações, utensilhos de cozinha, roupas, é como se fosse um camelô praticamente infinito, onde você olha tem um tipo de loja, na maioria uma igual a outra. Se você quer comprar algo, barganhe, porque eles jogam o preço lá em cima e normalmente você consegue comprar pela metade ou muito menos. Mas só faça isso se realmente estiver disposto a comprar.

Fiquei viciado no suco de laranja que se vende nos carrinhos que ficam no meio da praça. Custa 3 MDh (aprox. 0,30 euros) e é uma disputa de vendedores quando você começa a caminhar em direção a eles. É quase engraçado.

Suco de Laranja da Praça, Imperdível!

Pra tentar aproveitar o máximo do meu dia eu dei uma volta aos arredores, conheci algumas mesquitas, por fora, pois não é permitido a entrada, e jardins. Me esbarrei em uma agência de viagem, a Mami Tour, que acabou me convencendo que aqueles ônibus vermelho que fazem uma rota pela cidade, chamado Marrakech Tour, seria a forma mais rápida e prática de conhecer a cidade e como eu queria fazer o máximo proveito do meu dia acabei cedendo. Me custou 150 MDh (aprox. €15) e o ticket vale por 24 horas. Ainda na agência de viagem acabei reservando um tour de 3 dias e 2 noites ao deserto do Sahara.

Entrei no ônibus por volta das 5 da tarde e a sua rota passa por pontos como: Théâtre Royal, Palais des Congrès, Jardin de La Ménara, Casino de Marrakesh, Palais El Badii, Palais La Bahia, Place Djemaa El Fna, La Mamounia entre outros.

Marrakesh Tour

Koutoubia Moskee

Um segundo percurso, chamado Marrakech Romantique (La Palmeraie), também é interessante de se fazer e esta incluso no preço. Este passa por um caminho cheio de palmeiras e hoteis mais luxuosos, um cenário diferente do primeiro percurso. Com certeza vale a pena.

Circuito La Palmeraie

O sol castiga, um calor que chegava à 40 graus mesmo com o sol mais baixo. Sugiro, e tenho certeza que estando lá você verá a necessidade, de andar sempre com uma garrafa de água.

Às 7 voltei para o meu albergue e acabei fazendo amizade com 2 ingleses que eram descendentes de Sírios e Libaneses, portanto falavam árabe, uma das línguas principais de Marrocos, além do berber e do francês.

Tenho que confessar que andar com alguém que fala árabe é uma experiência totalmente diferente, principalmente com o tratamento das pessoas para com você. Andamos pelos souks e pela praça durante a noite onde é fácil se perder pelos souks e suas lojas. Caso isso aconteça não se desespere, é bem fácil achar alguém que te guie para um ponto onde você consiga se localizar, claro, por uma mera comissão.

Ruelas dos souks e suas lojas

Resolvemos dar o dia por encerrado e voltamos ao albergue onde ficamos no terraço conversando e fumando o narguilê, que você pode alugar no próprio hostel.

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Minha primeira visita à África

Durante todo o meu planejamento desta viagem, uma das coisas que eu mais comentava com os meus amigos era à ideia de visitar lugares exóticos, tentar fugir um pouco dos lugares mais turisticos e ver coisas novas e interessantes.

Marrocos é um pais que eu estava realmente interessado em conhecer. Pela sua cultura, religião e comportamento. Queria poder viver uma experiência que poucos tem oportunidade e que até então eu só havia lido ou visto pela TV.

Consegui um ticket por €150, ida e volta, saindo de Madrid e chegando em Marrakech pela easyJet. Já no aeroporto o choque cultural é visivel. As mulheres com seus trajes habituais, tampando o cabelo e muitas vezes até o corpo inteiro.

Como de praxe tentei enturmar com alguém, conheci um casal de brasileiros e logo logo me vi conversando com um marroquino chamado Ali Abduh, que era casado com uma espanhola e morava na alemanha. Estava indo para Marrakech para um casamento.

Conversamos durante todo o vôo, onde ele me contou sobre a vida no marrocos, sobre um pouco da vida dele e o quanto batalhou para chegar onde está. Assim como ele, compartilhei um pouco sobre essa parte da minha vida e contei sobre os meus planos de viagem.

Ele então me convidou para ir ao casamento que ele estava indo. Em um primeiro momento eu fiquei um pouco suspeito, mas pensei melhor e acabei aceitando o convite. Fiquei de me encontrar com ele no domingo onde iriamos almoçar em algum lugar e tomar uma cerveja antes de ir.

Já no aeroporto de Marrakesh, tudo muito tranquilo embora eles ainda estejam um pouco preocupado com a gripe suina. Me fizeram algumas perguntas e me liberaram. O visto para o Marrocos você pega no próprio aeroporto e, assim como os da Europa, não tem custo nenhum.

Aeroporto de Marrakesh

Como não tinha nada na carteira, apenas €10 na carteira resolvi tirar dinheiro logo no aeroporto. Nenhum dos meus cartões de créditos ou débitos da Australia funcionaram no aeroporto, felizmente consegui tirar dinheiro do meu cartão de crédito do Brasil, portanto esteja certo de ter em mãos dinheiro local, o MDh (dihram) antes de chegar só pra ter certeza que não terá o mesmo problema.

Aqui descobri que havia esquecido o meu cartão de memória da minha máquina dentro do meu computador que deixei na mala em Madrid. Abduh prontamente se ofereceu a me levar em uma loja para que eu comprasse outra, me ajudou a chegar onde eu tinha que chegar e nem me deixou pagar pelo taxi. Fiquei realmente impressionado com a sua hospitalidade, que mais para frente descobriria que isso é uma qualidade comum em alguns marroquinos.

Como os posts ficaram muito grandes, alguns estarei quebrando em diferentes posts, para ficar mais fácil tanto a leitura quanto para seguir o blog.

Continue acompanhando.

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Free Tour? Onde? Quando? Onde?

Bom, já mencionei aqui algumas vezes sobre o Free Tour, uma iniciativa de alguma empresa onde eles denominam estes tours de “New Europe”.

Teóricamente, eles teriam um desses em Madrid, e como eu gostei bastante da forma como é feito, de ouvir um pouco da história dos lugares, prédios e praças, em vez de apenas andar por eles, fui atrás do tour. Fiquei sabendo que era pra se encontrar perto da estátua da Puerta del Sol, e saiam às 11 da manhã e as 3 da tarde.

Como mencionei no outro post, acabei acordando à 1, então me preparei para sair pro tour das 3 da tarde.

Chegando lá, uma construção no meio da praça, ou seja, comecei a rodar a praça um monte de vezes atrás do pessoal de camisa vermelha e nada. Passado às 3h eu estava frustrado, achando que eu estaria no lugar errado, que por causa da construção, eles podem ter se encontrado em outro lugar.

Fui no centro de informação de turismo e perguntei sobre o Free Tour, e eles me falaram que a polícia proibiram, por não se tratar exatamente de algo “Grátis”, uma vez que eles pedem no final para você dar uma “gorjeta” no valor que você achar que mereceu o tour.

Bom, por um lado concordo que não é Free, mas por outro, você não tem obrigação nenhuma de pagar, além de ser uma ótima iniciativa. Fiquei um pouco triste, mesmo porque teria que fazer todo o trajeto do centro, sozinho. :(

Bom, mas vamos lá, pernas pra que te quero denovo e fui andar.

Comecei meu tour na praça Puerta del Sol, onde você encontra o Oso y Madrono, uma estátua de um Urso e uma Árvore, que alguns sites chamam o símbolo de Madrid. A estátua não é muito grande mas dizem que pesam 20 toneladas.

Depois segui para a Fuente de Cibeles, onde você encontra o belissimo prédio do Palácio de Cibeles. Segui para a Puerta de Alcalá e entrei no Parque de El Retiro, onde você encontra Monumento Alfonso XII, Palácio de Velázquez, e o Palácio de Cristal.

Palacio de Cibeles

Monumento Alfonso XII no Parque Del Retiro

Segui para a Fuente de Neptuno, logo ao lado do Museo Nacional do Prado, mas não tive muito interesse de entrar, como já disse, museus não são muito minha área. Um pouco mais baaixo você tem o Jardim Botânico, com entrada de 1 euro para estudantes.

Fuente de Neptuno

Voltei pela Gran Vía, onde você encontra várias lojas carissimas, me lembrou bastante a Av. Paulista.

Depois passei pelo Palácio Sta. Cruz, novamente pelo Plaza Mayor e ainda me intriga o número de pessoas no Plaza tentando fazer dinheiro com fantasias nada a ver. Você encontra desde um homem aranha gordo, com uma fantasia toda caida, até um homem fruta, ou até um homem deitado num caixão. Tudo por alguns centavos.

Spider Man Tabajara

Passei pela Plaza de La Villa, e cheguei ao Palácio Real. Que até dia 19 de julho está com entrada gratúita, mas infelizmente eu cheguei lá já estava fechado.

Palacio Real

Terminei meu tour novamente no Plaza de España, onde peguei o ônibus e voltei pra casa.

A noite, sai com meu amigo para dar uma volta pelos bares. Como ele tinha que acordar cedo não ficamos até muito tarde, sentamos em um bar chamado Los Gatos, e comemos algumas tapas e tomamos umas cañas novamente. Na rua cheio de turistas e pessoas tentando te arrastar pros bares, ainda vazios.

Cerveceria Los Gatos

Ainda não conhecia noite de verdade de Madrid, e nem sei se terei a oportunidade, mas se você tem algum comentário ou história pra contar, por favor, fique a vontade.

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Edinburgh – London – Madrid

É isso ai, 3 paises em menos de 24 horas devido ao meu mal senso de planejamento.

Quando fui viajar pra Irlanda e pra Escócia, pensei comigo mesmo que seria mais fácil viajar com apenas uma mochila, deixar a mochila imensa que eu tenho na casa do meu amigo em Londres e depois voltar pra pegar. Pensei 1 minuto, comprei as passagens depois me toquei de um monte de outros fatores e variáveis sobre o porque que isso não era vantagem nenhuma.

Uma dica pra quem for viajar de Ryan Air partindo de Londres. NÃO escolham Stansted como aeroporto de partida. É longe, mas MUITO longe. Saindo da Victoria Coach Station, a passagem custa €10 e demora por volta de 1 hora e 45 minutos pra chegar. Ou seja se o seu vôo é cedo, como o meu era, boa sorte.

Enfim, sai de Edinburgh às 9 da noite de terça feira, chegando 10 horas em Londres. Meu vôo pra madrid saia as 8 da manhã de Stansted. Resultado, não dormi. Apesar de ter chegado pelo Heathrow, um dos principais aeroportos da cidade, meu caminho até a casa do meu amigo demorou mais ou menos 1 hora e 20. Ou seja, já cheguei em casa perto da meia noite. Os metros não funcionam até as 5:30, sendo que meu vôo era as 8:30 e eu tinha que despachar bagagem, fiz as contas e eu tinha que estar lá até as 7:30, sair da Victoria Coach Station até as 5:30, e pra chegar na Victoria Coach eu tinha que pegar 2 ônibus que passam de 40 em 40 minuto cada. Decidi sair as 3:30 e cheguei em cima da hora. Ou seja, compensa mas não compensa. Stansted pra mim com certeza será a minha última opção daqui pra frente se puder escolher entre algum deles.

Enfim, chegando em Madrid por volta do meio dia, fiz o meu trajeto pra casa do meu amigo, almoçamos e eu sai pra dar uma volta na cidade. Já no ônibus arrependido de não ter ficado dormindo fiquei pescando até chegar no centro da cidade. Cansado, mas muito cansado, dei uma volta ali perto da Plaza da Espanha, Puerta del Sol, Plaza Mayor e redondezas. Não vi muita coisa, porque estava morto e sem nenhum animo de andar pela cidade.

Plaza de España

Plaza Mayor

Encontrei meu amigo mais tarde e fomos tomar umas canãs e comer tapas. Não preciso nem dizer que no segundo copo de cerveja eu já estava cochilando.

Voltamos pra casa de moto, foi legal pra ver a cidade, e me manter um pouco acordado também hehe.

Acabado, muido e muito cansado, capotei até 1 hora da tarde do outro dia. :)

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