Perambulando em New Delhi
Após o meu check-in no hotel, fui perambular pelo bazar. Explorar o lugar. Com o tempo você acaba se acostumando com a imundisse do lugar.
Não esqueça o repelente porque moscas e mosquitos estão em todos os lugares.
Ta bom, você deve estar achando que eu estou andando pelo lixão de São Paulo né? Bem, não é TÃO sujo assim, mas pode ser um choque, acredite.
Fui até a estação de trem para ver sobre os trens para Agra. Ao contrário do que eu havia pesquisado, existem vários trens durante o dia inteiro. O mais rápido porém sai as 6h15, número 2002, e demora 2 horas. Obviamente é mais caro.
Aqui pode ser um pouco chocante, porque você vê as pessoas espalhadas e dormindo pelo chão. Tome cuidado também com os touts que vão tentar importunar você o tempo inteiro.
Na estação de trem, a não ser que você vá viajar nas próximas 2 horas, você compra o seu ticket no Escritório de Turismo, no segundo andar. Você vai ver várias placas azuis apontando o caminho. E não esqueça o seu passaporte.
Se você precisar acessar internet, nas ruas do bazar você vai ver vários lugares anunciando. Os computadores, na maioria das vezes, são de 1900 e la vai bolinha. Deu saudade do meu 386, se é que você me entende!
Visitei também a mesquita e o bazar de Jama Masjid. Esta é a maior mesquita da Índia, o prédio em si não é tão interessante mas vale a pena entrar dentro dela. Não me deixaram tirar fotos e custa 20 Rs.
Jama Masjid, a maior mesquita da Índia
Para chegar lá me custou 50 Rs para ir e para voltar, em um daqueles auto rickshaw, a motinha amarela de 3 rodas que você vai ver em todo lugar, e embora eu ache que este preço ainda é bastante alto, como você é turista duvido que eles abaixem muito, mas, vale a pena tentar.
Ainda estou receioso para experimentar a comida. O que eu acho que vai ser o meu maior desafio aqui. Não porque eu estou com medo de experimentar algo, mas tenho medo de ficar com o estômago ruim portanto ainda estou procurando algo “seguro” para comer.
Salgados feito na hora nas ruas de Pahar Ganj
Experimentei as batatas fritas que eles vendem nas ruas. Comi bastante frutas. Até achei um McDonalds que estava fechado mas acabei me rendendo à um sorvete de casquinha.
Espero conseguir achar algum lugar legal para comer algo decente.
A noite, conheci um casal de israelenses e fomos ver o Red Fort. Como já estava a noite, eles tem um “espetáculo” chamado Sounds and Light. Resolvemos entrar e ver. Custa 60 Rs e eu não vou fazer uma recomendação porque eu particularmente achei um tédio, inclusive, nem fiquei até o final. E não dá para ver o forte direito por dentro porque não tem muita luminosidade.
Red Fort, a noite, durante o show de luzes e som
A ida, dividimos um auto rickshaw denovo, o que eu acho que é o transporte oficial já que taxis costumam ser mais caros. Eles provavelmente vão jogar um preço altissimo e se você tiver paciência para barganhar, barganhe! Se você achar que não está justo o preço, ignore e procure outro, existem centenas de milhares um atras do outro. Uma hora ou outra eles vão fazer um preço justo. Pagamos 80 Rs para ir e na volta, um policial muito gente boa, parou um auto ricksaw e conversou com o cara e acabamos pagando 45 Rs.
Rickshaw, o meio de transporte mais popular da Índia
Na volta dei o meu dia por encerrado. Tomei outro banho e fui deitar. Acordei as 5 da manhã e não consigo dormir, onde peguei o meu computador para escrever este post. O jetlag ainda está me pegando. São 5h30 de diferença entre aqui e Londres, ou seja, está tudo bagunçado.
Outra dica, essa muito importante, não escove os dentes ou coloque a água da torneira ou do chuveiro na boca. Utilize sempre água engarrafada. Acredite, faz a diferença.
Eu estava pensando em ficar aqui até sabado, pois o Taj Mahal não abre nas sexta-feiras, mas decidi pegar um trem logo mais para Agra e pelo menos visitar Fatehpur Sikri se tiver aberto. Portanto escrevo mais de Agra quando tiver tempo.
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