Mochilão com Rafael Faria

The world is a book, and those who do not travel read only a page. (St. Augustine)

Hello Nepal, primeiros dias em Pokhara

Pokhara é fantástico. Ar puro e muito verde. A cidade oferece uma infinidade de opções de atividades, trekking, rafting, paragliding, mountain biking, kayaking, entre outras.

A maioria das pessoas vem aqui para fazer trekking, 4 dias, 8 dias, 20 dias, todo tipo de aventureiro. O destino mais procurado é o Annapurna Circuit Trek, que leva por volta de 12 à 19 dias, dependendo do que você faz. Este é o que eu gostaria de ter feito, infelizmente não tenho tempo para faze-lo. Outro que eu também tinha interesse é o Everest Base Camp (EBC), que leva por volta de 18 dias. Mas com certeza voltarei aqui um dia para fazer um desses dois.

Um ótimo guia do Nepal e várias informações sobre Trekking, é mais uma vez o Lonely Planet. Praticamente todos os lugares que eu viajo eu levo comigo um guia, fica fácil ter a informação que você precisa na sua mão e você vai ver praticamente todos os mochileiros fazendo o mesmo.

Resolvi ficar apenas 4 dias em Pokhara, sem pressa, relaxando e curtindo a paisagem.

Aluguei uma bicicleta, 30/40 Rs a hora, dependendo da sua paciência de negociar, e fui explorar a cidade. Muitas pessoas alugam motos também e vão até as montanhas. No lakeside você encontra todo tipo de loja, principalmente lojas de trekking. Mochilas, saco de dormir, luvas, botas e praticamente todo o equipamento que você precisa. Como estou indo para Kathmandu resolvi comprar uma mochila nova por lá uma vez que o pessoal do hotel me alertou que tudo em Pokhara vem de lá e com certeza ia ser mais barato.

Na rua principal do Lakeside você também encontra ótimos restaurantes e bares. Os preços variam, mas pode contar que vai ser um pouco mais caro que a Índia, mas a comida, sem comparação!

Tirei um tempo para ler em volta do lago, rodeado de montanhas, um cenário perfeito.

Fewa Lake

Um programa que não pode faltar na sua visita à Pokhara é ver o sol nascer em Sarangkot. O hotel que eu fiquei organizou tudo, teoricamente iria me custar USD 18, embora você pode combinar com algum taxi na rua e ele te leva por mais ou menos 800 Rs.

Resolvi fazer um pacote com eles, o que inclui a visita para Sarangkot, 3 dias e 2 noites no hotel da mesma rede em Chitwan, e 1 dia de rafting que custa USD 30. Tudo isso mais uma noite em Kathmandu no hotel deles também saiu por $111 dólares. Achei em conta e resolvi fechar.

Enfim, a visita em Sarangkot é surreal. Acordei as 4h45 para subir até lá. São 30 minutos e embora era bem cedo fiquei feliz de ter saido esse horário porque realmente enche de turistas. Mas é mágico ver o Himalaia nascendo com o sol pouco a pouco. Tive sorte que o céu estava limpo, pois fiquei sabendo que muitas vezes o pessoal vai lá e está nublado ou até chovendo. É loteria.

Minutos depois que o sol nasceu em Sarangkot

Fique atento, porque na entrada do viewpoint, guias vão entrar no seu taxi e te oferecer o serviços deles. Ignore, diga que não precisa de guia porque lá você realmente não precisa de guia, mas fica a seu critério.

Eu e Daniel, um irlandês que eu conheci na fronteira da Índia, alugamos uma bicicleta e fomos até Old Pokhara, onde tivemos a oportunidade de ver uma Bat Cave, onde existe um templo dentro da caverna e é ligada à Devi’s Fall, outro lugar bonito para se visitar e também um campo de refugiados do Tibet.

Sentamos para uma cerveja e tivemos oportunidade de conversar com vários locais. As pessoas realmente são bem amigáveis por aqui.

Amiguinha que eu fiz lá em Pokhara!

No outro dia resolvemos fazer um passeio de barco pelo lago e subir até a stupa que existe no topo. Uma caminhada de aproximadamente 45 minutos mas bem agradável e com vistas incríveis.

Mais uma vez conhecemos um nepalense que mora no vilarejo, descendo a montanha do outro lado. Sentamos para uma cerveja no topo, perto da stupa, e ao anoitescer ele se ofereceu para nos guiar até embaixo. No caminho nos mostrou a sua humilde casa, onde não tem energia e o único bem que eles possuem, além da casa, é um buffalo d’água. No vilarejo morro abaixo sentamos mais uma vez para tomar uma cerveja, junto com 2 franceses e diversos outros nepalenses que moram na região.

Eu e Daniel na Stupa

Por fim, pegamos um taxi de volta para lake side. Foi uma experiência bem interessante e tive a oportunidade de conhecer bastante gente.

Pokhara é uma cidade incrível e eu com certeza quero voltar aqui para fazer algum trekking. Talvez o Annapurna Circuit Trek. Espero rever os amigos que eu fiz por aqui e se Deus permitir, trazer alguns dos meus para que possam compartilhar da mesma experiência que eu tive.

Sigo o meu caminho em direção à Chitwan. Trago mais notícias de lá.

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