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Sobre o Blog
Eu gostaria de agradecer a todos por visitarem sempre o meu blog. Pelas estatísticas que tenho recebido o blog cresceu bastante mas infelizmente postar ocupa uma grande parte do meu dia e consequentemente tem sido difícil conciliar o blog e as minhas viagens.
Já passei por 23 países e tentei ao longo de todos eles dar informações úteis para futuros mochileiros, e espero que consegui. Mas por agora, estarei dando um tempo com os posts para tentar curtir um pouco mais a minha viagem nessa última etapa no Sul da Ásia, entre Tailândia, Cambodia, Laos, Vietnam e Indonesia, mas continuarei atualizando os meus álbuns de fotos do picasa. Segue os endereços abaixo:
http://picasaweb.google.com.br/rafael.aroundtheworld/
http://picasaweb.google.com.br/rafael.aroundtheworld2/
http://picasaweb.google.com.br/rafael.aroundtheworld3/
O motivo de ter mais de um link é porque o picasa só aceita 1GB de fotos e já consegui estourar 2 vezes esse limite he he he.
Bom, os álbuns tem também um sistema de feed que você pode adicionar no seu leitor de rss e assim continuar acompanhando todo o resto da minha viagem.
Mais uma vez obrigado.
Rafael Faria
1 commentA cidade santa de Varanasi
Varanasi é considerada uma das cidades mais santa da Índia. As pessoas chegam a Varanasi para lavarem nas águas do Rio Ganges os pecados de toda a sua vida ou para cremarem os seus familiares.
Segundo à religão deles todas as vezes que você morre, dependendo do seu karma, você volta de uma forma na próxima vida. Acredita-se que morrendo aqui você recebe o moksha, a libertação do ciclo entre a vida e a morte, fazendo assim, Varanasi o coração da religião Hindu.
Logo de manhã, às 5h, fomos até os Ghats para um passeio no Ganges ao nascer do sol. Eu e Elad, pagamos 100 Rs cada por uma hora de barco ao longo do Rio. Esse “tour” é bem famoso e centenas de pessoas fazem todos os dias.
Galera embarcando nos barcos enquanto algumas pessoas tomavam banho no rio
Tem várias coisas acontecendo aqui nos Ghats, onde uma longa escadaria conecta ao rio santo.
Ao longo do Rio, você vê cadáveres boiando na água, porque pessoas santas não podem ser queimadas, em vez disso, eles amarram pedras e afundam os cadáveres, o problema é que eventualmente alguns voltam, portanto se você não tem estômago para isso, melhor nem se arriscar.
As águas do Rio são bem sujas, mas mesmo assim ao longo do seu passeio você vai ver pessoas tomando banho, nadando, fazendo Yoga, rezando e até lavando roupa. É realmente louco.
No final da viagem de barco, eles te levam ao Manikarnika Ghat, aonde as pessoas são cremadas. Lá você não pode tirar fotos portanto tenho apenas uma imagem de longe, do barco. São cremadas em média 300 pessoas por dia, e cada pessoa leva por volta de 3 horas. Quando acaba de ser cremada os parentes pegam os restos das que sobrou e as cinzas e atiram no rio.
Você pode, entretando, andar pelas várias fogueiras onde eles queimam os corpos na beira do Rio Ganges.
Fique apenas atento porque mesmo ali, os touts vão fazer de tudo para extorquir dinheiro de você. Vão inventar histórias, pedir doação para comprar madeira para as cremações, vão trazer alguém para te “abençoar” e depois vão pedir dinheiro. Não deêm ouvidos, você pode fazer tudo por ali sozinho.
Lugar onde eles cremam as pessoas. Cada fumaça é uma pessoa sendo cremada.
Este lugar é realmente bem especial e me admira bastante a fé que eles tem na religião deles. Queria eu ter metade da fé que eles tem.
Depois do passeio fomos procurar o Yogi Lodge que queriamos ter ido no começo. Ao achar acabamos trombando com um casal de australianos que fizemos em Khajuraho. O hotel parece ser o mesmo, alias, o que estavamos parecia ser até um pouquinho melhor. O que descobrimos depois foi que os dois hotéis são do mesmo dono, esse que fica perto do Rio chama Yogi Lodge e o outro chama OLD Yogi Lodge. Resolvemos ficar no outro mesmo, mas se você quiser achar este daqui fique atento com a palavra OLD.
Durante a tarde, resolvemos visitar os templos junto com o casal que conhecemos. O pessoal do hotel organizou tudo e pagamos 100 Rs para isso, incluindo os tuk tuk pra cima e pra baixo. Acho que valeu a pena porque a gente ainda tinha um guia que explicava tudo para nós.
A noite, no rio, mais uma vez eles tem uma cerimônia religiosa. A cerimônia é na beira e de frente para o rio, portanto você pode ficar na margem ou pode pagar um barco para fircar de frente à apresentação. Pagamos 140 Rs para o barco nos levar bem perto da margem de frente para o pessoal apresentando, mas logo começou a chover forte e como tinhamos câmera na mão acabamos saindo e procurando algum lugar para fugir da chuva. Lá se foram 140 Rs pra nada.
Assistimos um pouco da cerimônia de longe e logo resolvemos voltar para o hotel.
Cerimônia religiosa durante a noite
Muitas pessoas vêem para Varanasi e ficam 2,3,4 dias, 1 semana. Eu quero aproveitar Nepal o máximo que puder portanto acabei comprando um ticket de ônibus para o Nepal, que custou 750 Rs, mas esta incluso ônibus até a fronteira da Índia, acomodação de uma noite por lá, e depois um ônibus para Pokhara ou Kathmandu. Achei uma boa idéia.
Comments are off for this postMe despedindo da Turquia em Istanbul
Istanbul é uma cidade incrível, completamente diferente do que eu imaginava e tenho certeza que do que a maioria imagina.
Ao contrário do que muitos pensam, Istanbul não é a capital. Mesmo assim é moderna, com um meio de transporte barato e eficaz. As pessoas são exageradamente simpáticas e o assédio, com algumas excessões, é bastante incomum.
Eu fiquei, no que eles chamam de Old Istanbul, em Sultanahmet, área que você encontra a Mesquita Azul (Blue Mosque), entre outras atrações, como o Grand Bazar, o Museu Hagia Sophia, Palácio Topkapi.
Eu particularmente apenas andei pela cidade, não entrei em nenhum dos lugares com excessão da Mesquita Azul que é gratuito, quer dizer, eles esperam uma pequena doação. Mas a maioria das atrações custa por volta de 20 TL.
Dentro da Mesquita Azul vários shops e lojas
Andar em Sutanahmet durante a noite também é bastante interessante. Várias lojas de comidas e derivados, além de lojas de souvenirs e outras coisas interessantes. Não deixe de provar o milho, a cola Turca e os kebabs. A comida turca é uma delicia e com certeza vai deixar saudade.
Dezenas de quiosques na praça de Sultanahmet
Fui também na parte asiática de Istanbul. É, eu também não sabia que existia essa separação, mas aparemtemente existe, embora não tenha nada de diferente entre um lugar e outro. Em todo caso você queira dar um pulo por lá, basta pegar um ferry que custa 1,50 TL.
Tentei tirar o meu visto para a Índia, mas mais uma vez decepção. Eles me pediram uma carta de recomendação do Brasil e infelizmente a nossa representação em Istanbul é realmente mínima, com apenas um consulado honorário que não conseguiu me ajudar em um curto prazo.
Enfim, estou indo para Berlin e vou tentar fazer isso de lá. Espero que dê certo, estou bastante animado para ir para Índia.
Outra coisa que resolvi por aqui foi aquela dor de dente que eu comentei em um post anterior. Eu estava receioso com o tratamento dentário aqui na Turquia mas confesso que me surpreendi. O consultorio que eu fui, apesar de longe, tinha um equipamento bastante avançado e a dentista, que falava inglês, foi bastante eficaz. E acima de tudo foi bem em conta. Acabei fazendo um canal no dente e isso me custou 200 euros. Caso você precise, fica a dica: Dr.
Namik Akin. Site: http://www.adent-dental.com.
Aqui também aconteceu uma das maiores enrascadas que eu me meti. Engraçado que no mesmo dia que eu comentava com uma amiga, que conheci em Istanbul, que tudo até agora estava saindo exatamente como eu planejava, derrepente tudo começou a dar errado.
Peguei uma shuttle pro aeroporto, por 4 euros. Embora eu já devia estar esperto, peguei a shuttle sem perguntar em que aeroporto ela iria. Quer dizer, não tinha me tocado que tinha mais de 1 aeroporto em Istanbul. Bom, você já deve estar imaginando o que aconteceu. Pois é, fui parar no aeroporto errado. Minha “sorte” é que eu cheguei no aeroporto por 21h30 e meu vôo era 0h20. O que eu não tinha ideia é que o outro aeroporto era na parte asiática da cidade e muito, mas MUITO longe. Os taxistas queriam 120 TL pra me levar lá e me falaram que levava 1 hora mais ou menos. Poxa, 120 TL é quase o preço que eu paguei pra voar pra Berlin. Como ainda tinha tempo, peguei o metro, o tram e fui até o ferry para ver se atravessando para o lado da ásia eu conseguiria ou um ônibus que vai para o aeroporto ou um taxi mais barato.
Tentei ficar o mais calmo possível embora a situação fosse completamente complicada para mim. Se eu perdesse o meu vôo eu teria que pagar uma multa para poder voar em outro dia. Eu estava tentando resolver tudo sem ter que gastar muito.
Minhas esperanças foram por água abaixo quando eu cheguei no ferry por volta das 23h e estava encerrado. Pechinxando os taxis, eles cobravam por volta de 80 TL pra me levar lá e eu achava um absurdo. O que eu não sabia é que a distância era realmente muito grande, praticamente em outra cidade. Enfim, tinha 35 TL e 20 euros na minha carteira e resolvi pegar o taxi. Cheguei no aeroporto exatamente as 0h08. Tempo suficiente para fazer o meu check-in, passar pela imigração e finalmente pegar o vôo para Berlin.
Infelizmente tive que estourar mais uma vez o meu budget para poder pagar pela minha ignorância em não ficar atento sobre os aeroportos. Aprendi a lição!
Berlin, ai vou eu!
Comments are off for this postOs incríveis banhos de Pammukale
Cheguei em Marmaris de manhã e peguei um taxi para a estação de ônibus. O taxi me custou 7 euros mas eu acho que você pode conseguir mais barato porque é ridiculamente perto, coisa de 3km. De lá eu peguei um ônibus para Denizli, me custou 23 TL, pois não existem ônibus direto para Pamukkale.
Desembarquei em Pamukkale de tarde e já me enturmei com uma galera do albergue. Por incrível que pareça nenhum australiano no albergue e um povo até mais velho.
Fomos passear no lago que tem logo embaixo das piscinas. De baixo você consegue ver as montanhas que parecem cobertas de neve mas não dá pra ter nenhuma noção do que encontra lá em cima.
Vista do Lago. Parece neve, mas não é!!!
O Pamukkale, que significa castelo de algodão, é um conjunto de piscinas termais de origem calcária que com o passar dos séculos formaram bacias gigantescas de água que desce em cascata numa colina. Situa-se perto de Denizli, na Turquia. A formação do Pamukkale deve-se aos locais térmicos quentes por baixo do monte que provocam o derrame de carbonato de cálcio, que depois solidifica como mármore travertino.
Foi também declarado Património Mundial da UNESCO juntamente com Hierápolis em 1988.
Resolvi explorar o lugar no dia seguinte, acordei bem cedo para fazer o meu tour. A entrada custa 20 TL e não tem nenhum tipo de desconto a não ser que você seja turco.
Para chegar ao topo você tem que ir descalso. O lugar está secando aos poucos e nas bacias que ainda sobraram água já não se pode mais se banhar. Mesmo assim o lugar é espetacular.
As piscinas naturais de Pammukale
Eles construiram piscinas artificiais ao longo do caminho até o topo. Você consegue até tomar um banho nas cascatas naturais que se formam ao cair das águas que derramam pelas pedras.
No seu ingresso também já está inclusa a visita às ruinas de Hierápolis. Não sobrou muito da cidade que um dia existiu a centenas de anos atrás, mas o anfiteatro continua bastante conservado.
Até agora estou gostando bastante da Turquia, a única coisa que está me incomodando é uma dor de dente que derrepente resolveu aparecer. Problema agora é achar um dentista no fim do mundo que eu estou. Acho que vou ter que aguentar até chegar em Istanbul ehhehe.
Parto para Fethiye a noite, de lá já embarco em um cruzeiro de 4 dias e 3 noites até Olympus. Espero conseguir manter o blog atualizado a partir de agora!
Comments are off for this postThe Pink Palace em Corfu
Como eu havia dito em alguns posts anteriores, o Pink Palace é um dos mais famosos albergues de Corfu. Este post vai ser uma mistura entre a resenha de albergue e a minha breve estadia em Corfu uma vez que os dois estão completamente relacionados.
Posso dizer que o Pink Palace é praticamente um resort. Te oferece tudo que você precisa para passar o seu feriado ou suas férias.
Além de ser um lugar enorme, separado em 3 prédios, eles oferecem café da manhã e jantar com sopa, salada e prato principal, que estão inclusos no preço da diária. Também oferecem internet e Wi-fi grátis. Os quartos não são os melhores, mas são um tanto quanto confortáveis. Alguns reclamaram do Ar Condicionado, mas eu não tive problema algum.
Apesar de ter reservado na internet, se você vem no ônibus deles, a sua reserva só segura o seu lugar. E ficamos das 6 da manhã até as 9h para conseguir fazer o check in. Eles na verdade decidem na hora. Eu tinha reservado um quarto de 3 camas e acabei ficando em um de 2, com ar condicionado e banheiro dentro do quarto. Os preços variam de €23-€25.
Todos os dias, de segunda a domingo, eles tem uma festa tema. E no sábado, eles tem uma tradicional festa chamada Toga Party, onde as pessoas se vestem com aquelas roupas gregas. Infelizmente não fiquei no sábado para ver, mas espero ter a oportunidade ainda em alguma das outras ilhas. Eu peguei o Cross Dress Party, onde os homens se vestem de mulher e as mulheres de homem e foi bem divertido. No outro dia foi a festa do Pijama, que também foi bem engraçado. Vale lembrar também que eles tem Happy Hour todos os dias das 18h as 22h com cerveja a €1.
Cross Dress Party (ta bom pode zuar
)
Eu tive pouco tempo de sono na minha breve estadia de 2 noites mas foi bem divertido.
Eles oferecem aluguel de quads por €15 a primeira vez, e €10 a partir da segunda vez que você alugar. Você pode também, assim como eu fiz, ir no Quad Safari, onde eles organizam um grupo e um líder sai pra te mostrar a ilha. Custa €18 mas o almoço (um sanduiche e uma água) estão incluso. No final você ainda tem que pagar gasolina, mais ou menos uns €3.
Quad Safari. 32 pessoas, crazyyyyy
Assim como Quads, eles oferecem para alugar, scooters e Kayaks. Todos esses no mesmo esquema dos Quads.
No meu último dia eu tentei sair em um Kayak Safari mas infelizmente cancelaram por causa do tempo. Como diz o ditado, “o mar não está para peixe”, ou seja, as águas não estavam tão calmas. Isso porque eles cancelaram o Booze Cruise no dia anterior por conta do mesmo problema e transferiram para o meu último dia.
Tentativa frustrada de sair de Kayak
Booze Cruise é um barco que leva a galera pela ilha, te leva em cavernas, saltar das pedras, praias privadas, e a cerveja custa €1. Te oferecem bebida grátis se você pular pelado das pedras e por ai vai. Na minha última noite eu tinha pago para ir nesse cruise mas tinha que pegar um vôo de volta à Atenas as 21h e como ele volta às 18h30 eu não tinha mais ônibus e iria ter que pagar 30 euros de taxi até o aeroporto. Resolvi ficar, fazer o kayak para economizar €30.
Galera indo para o Booze Cruise
No final das contas, eu e mais 1 amigo e 3 amigas alugamos os quadricículos e fomos explorar a ilha até a hora de eu ir embora. Fomos neste lugar que teoricamente você pode pular das pedras e em uma das tentativas de achar a tal da pedra acabei pisando em um ouriço do mar. É, isso mesmo, o ouriço do mar me acertou um jackpot. Olho no meu pé e tenho uns 15 espinhos fundos no meu pé. Larguei o grupo e voltei para o albergue e fui tentar tirar sozinho, sem sucesso claro.
Resolvi ir no hospital e nisso já se foi meu ônibus. Enfim, estou com 15 pequenos buraquinhos na sola do pé, ela não conseguiu tirar todos e disse que com o tempo vai sair, me passou uns antibióticos para não inflamar e me cobrou €80.
Eu que não queria gastar 30 euros de taxi, acabei além dos €30, gastando mais €80 de médico. BOA!
Confesso que isso me deu uma desanimada mas ainda bem que mesmo longe algumas pessoas ainda conseguem dar palavras de conforto e fazer a gente continuar de cabeça erguida e seguindo em frente. Afinal, estou sendo tão previlegiado nessa viagem que não posso reclamar quando uma coisinha ou outra da errado. Bola pra frente!
Apesar dos pesares adorei minha viagem por Corfu e definitivamente eu voltaria. Mas em outra oportunidade, em vez da minha viagem, Bari – Patras – Atenas, eu teria feito, Bari – Corfu – Atenas, pois o mesmo ferry que vai para Patras também vai para Corfu, e custa o mesmo preço.
Nome: The Pink Palace
Site: http://www.thepinkpalace.com/
Diária mais barata: €25 em um quarto com 2 camas.





Um lugar chamado Capri
Para chegar em Capri, uma ilha perto da costa leste da Itália, você pega o ferry. O ferry é um pouco salgado, €16 para ir e €14,50 para voltar e demora por volta de 45 minutos, mas sinceramente, vale a pena.
No caminho acabamos enturmando com um grupo de canadenses que estavamo no nosso albergue e então passamos a ser 6 pessoas no grupo. Chegamos por volta da 13h, um pouco tarde para aproveitar todo o dia na ilha. Sugiro chegar bem mais cedo.
Na chegada várias pessoas vem te oferecer um tour em um barco, cobram por volta de 20 euros por cabeça e se você quiser entrar na Gruta Azul, tem que pagar mais €10,50. Hoje eu fico pensando se não teria valido a pena, pois a ilha tem tantos lugares lindos, mas só acessível por barcos. Em uma outra oportunidade talvez eu teria pago um pouco mais para poder aproveitar mais o lugar.
Enfim, compramos um ticket para o Cable Car e subimos até o centro da cidade. Dali caminhamos até o view point onde você tem uma visão panorânica da ilha incrível. No porto, a mulher do quiosque de informações sugeriu uma visita ao Arco Naturale. Embora seja uma boa caminhada, é um lindo lugar, mas sem muito o que fazer.
Galera que eu conheci no ferry
Com muito calor e só pensando em entrar naquela água azul maravilhosa resolvemos seguir direto para praia, não importa qual. Resolvemos ir para Grotta Azzulare, onde fica a Gruta Azul.
Para chegar lá você pega um ônibus para AnaCapri e depois outro para Grotta Azullare. Cada trecho, inclusive do Cable Car, custa €1,40.
A praia de Grotta Azullare não tem areia, na verdade não é bem uma praia, é uma parte meio improvisada de pedras onde as pessoas tomam sol e pulam das pedras. Eu nem gostei né?
Resolvemos ficar por ali mesmo e não me arrependo.
O último ferry sairia às 22h20, portanto resolvemos ficar até o por do sol. Um dos mais incrível que eu já vi. Realmente não existe por do sol como os que se poem no mar.
Chegamos em Nápoles era por volta das 23h30, em um porto totalmente diferente do que a gente embarcou. Ficamos perdidos na cidade, e acredite, você não vai querer ficar perdido a essa hora no centro da cidade.
É feio e perigoso, fomos alertado mais tarde que é um dos pontos mais perigosos da cidade. Felizmente nada aconteceu. Chegamos na estação e encontramos o metro fechado (alias, fecha as 10 na estação central), pegamos um taxi e voltamos para o hostel.
Comments are off for this post10 dicas para planejar a sua viagem
Eu não sou nenhum expert em planejamento, alias, longe disso ainda tenho muito o que aprender, mas quero compartilhar algumas das coisas que já aprendi.
Abaixo fiz uma lista das 10 coisas que eu uso para planejar minhas viagens, para fazer roteiro, ver se um lugar vale a pena ou não, reservar albergues, enfim, tudo que eu preciso sobre as minhas origens e destinos.
1 – GOOGLE.com
Bom, por mais óbvio que isso pareça, é o site mais útil de um mochileiro. Você encontra fotos, informações, histórias e experiências sobre todos os lugares que você está ou deseja ir. Antes de mais nada, Google o que você quer, é sempre o meu ponto de partida.
2 – Reservas de Albergues
Quando eu ainda estava na Australia planejando a minha viagem eu não tinha nenhuma experiência sequer em reservar nada. Procurava albergues no próprio Google, coisas do tipo “The best hostel in XXXX”. Alguns funcionaram e na maioria das vezes eu tive sorte. Nas minhas pesquisas acabei encontrando o Hostelworld.com. É um site bacana, com uma lista de praticamente todos os hostels em todos os lugares do mundo, “do Iapoqui ao Chuí”.
Uma sugestão que eu faço, se vai ficar viajando um bom tempo e pretende reservar vários hosteis por ali, que pague logo na primeira reserva a taxa do cartão gold. O hostelworld cobra aproximadamente €1.50 de cada hostel que voce reserva, com o cartão (€7.50) você fica isendo disso nas próximas reservas.
Além de ser fácil, o hostelworld.com tem um serviço de reviews, ou seja, avaliações que as pessoas fazem sobre os albergues. Antes de escolher os albergues procure ler sobre essas avaliações e decidir se vale a pena ou não. Outra dica também é procurar o endereço no google maps e ver onde ele se encontra, você pode ter uma idéia já no próprio gráfico de avaliação de cada hostel, mas não custa nada conferir.
ps: não estou ganhando nada recomendando o site
3 – TripAdvisor
Eu sei que nem todo mundo tem a obrigação de falar inglês, mas as vezes isso pode ajudar bastante, principalmente se você está planejando fazer uma trip longa em lugares que não se falam nem o português nem o portunhol.
Os fóruns do TripAdvisor é uma mão na roda. Além de informações fundamentais sobre viagem de cada país do mundo, você encontra, na maioria das vezes, dúvidas bastante semelhantes às que você terá. Para mim o site é essencial.
4 – Mochileiros.com
Você não fala inglês, ok, eu entendo. Como eu disse ninguém tem a obrigação de falar. Para isso recomendo o fórum mochileiros.com, onde você encontra bastante informação, e em português, sobre os principais destinos do mundo.
5 – Planejar com antecedência ou não?
Bom, isso não é exatamente uma dica, mas uma opinião, que você pode concordar ou não. Planejar com antecedência tem as suas vantagens e a principal delas é a o preço que você vai pagar nas passagens, principalmente na Europa. Se você consegue fazer um planejamento de 3 ou 4 semanas cmo atencedência, você consegue preços que chegam a ser ridículos. Por exemplo, eu reservei minha passagem de Londres para Dublin com 4 semanas de antecedência e paguei 6 libras, de Madrid para Milão, despachando bagagem, 3 semanas de atecedência foram suficientes para pagar 20 euros (incluindo taxa de cartão de crédito).
Não planejar também tem a sua vantagem, além de deixar a sua viagem um pouco mais interessante você não fica preso a dias ou horários. Eu senti falta dessa liberdade quando estava em Portugal e conheci algumas pessoas que iam fazer o sul da Espanha e iriam pra Ibiza. Como eu já tinha pago hostels e vôos acabei não podendo ir com eles.
Eu resolvi não planejar muito, talvez 1 semana, no máximo 2. Ou as vezes até correr o risco de não planejar nada. Minha viagem com certeza tem tomado rumos completamente diferentes dos que eu tinha imaginado e não me arrependo nenhum pouco, embora esteja pagando um pouco mais por isso.
6 – Bagagem
Esse é um ponto muito importante para quem pretende fazer várias viagens de avião. Principalmente para as mulheres.
Na europa, como eu já aconselhei em outro post, eu viajo, na maioria das vezes, com empresas “low-cost”. Normalmente essas empresas você não paga nada se levar apenas uma bagagem de mão, ou te cobram por volta de €10 por mala. Mas você só pode levar, em média, 15kg por mala.
E não vá achando que chegando lá você acaba dando o jeitinho brasileiro, porque eles são muito rígidos com isso, cobrando até €8 por KILO. É isso mesmo, por KILO.
Eu mesmo já escutei várias histórias engraçadas de pessoas que acabaram vestindo todas as roupas da mala para poder chegar ao peso permitido. Alias, vale tudo para economizar alguns euros certo?
7 – Passe a noite em trem ou ônibus
Algumas vezes você vai se pegar em viagens longas, do tipo 10, 12 ou até 16 horas. A melhor forma de fazer essas viagens são os famosos Overnight ou Sleep Trains ou Buses. Isso significa que você viaja durante a noite, e apesar de um pouco mais desconfortável que a sua cama do albergue, você acaba economizando com uma diária e aproveitando o dia seguinte.
A maioria das companias que fazem trajetos longos oferecem esta opção.
8 – Where are you from?
Mais uma vez, não é exatamente uma dica, mas pode mudar o rumo do seu itinerário.
Faça amizades onde quer que você esteja. Seja no ônibus, trêm, avião, albergue, fila do museu ou em qualquer lugar que você estiver. Tudo que você precisa fazer para começar uma conversa é “Where are you from?”, com excessão das filas, você tem uma grande chance de que as pessoas também sejam mochileiros, principalmente em albergues. Eu mesmo fiz tanta amizade que o meu facebook dobrou de amigos. A maioria ainda mantenho contato e como eles continuam viajando acabo pegando dicas de lugares para ir, de como chegar e onde ficar.
PS: se você ainda não tem facebook, faça o seu. Não conheço uma pessoa que esteja viajando que não tenha, é importante manter contato.
9 – Vistos
Saia do Brasil com todos os vistos que você precisar. Mesmo que você seja aconselhado a pegar visto em outros países. Acredite, é um trabalho fazer isso. No meu caso por exemplo, precisava tirar o visto da Índia e no Brasil isso é a coisa mais fácil do mundo, custa 30 reais e demora de um dia pro outro. Liguei lá e eles me aconselharam, por causa que estavam emitindo apenas 6 meses de visto, a tirar em Londres. Quando cheguei me londres descobri que demorava de 7 a 14 dias úteis para não residentes e custava 35 euros.
Ou seja, tenho passagem pra Índia mas não tenho visto. Não estou estressado mas é uma preopação a mais que tenho que ter. Portanto planeje os seus vistos antes de sair de viagem.
Um ótimo site que você pode ter todas as informações sobre vistos é o http://www.vistos.com.br/.
10 – Não se estresse
Lembre-se, você está de férias ou em algum feriado. A última coisa que você quer é se estressar com algum problema. Se algo não deu certo, se você perdeu algum ônibus/trem/avião, ou se simplesmente aconteceu algo que você não concorda. Para tudo e pede uma cerveja. Comece tudo denovo e aproveite a oportunidade para controlar o seu estress, afinal, não podemos controlar todas as situações.
No final, tudo vai dar certo!
Uma visita à Toledo, Espanha
Toledo fica a 1 hora de ônibus de Madrid, e a passagem custa 4 euros cada trecho.
Toledo era famosa por sua produção de aço, especialmente espadas, e a cidade ainda é um centro de manufatura de facas e pequenas ferramentas de aço. Após Filipe II de Espanha mudar a corte de Toledo para Madrid em 1561, a cidade entrou em lento declínio, do qual nunca se recuperou.
Era também famosa por sua tolerância religiosa e possuía grandes comunidades de judeus e muçulmanos, até que eles foram expulsos da Espanha em 1492; por isto a cidade tem importantes monumentos religiosos, como a sinagoga de Santa Maria la Blanca, a sinagoga de El Tránsito, e a mesquita de Cristo de la Luz.
A catedral é notável por sua incorporação de luz, e nada é mais notável que as imagens por trás do altar, bastante altas, com figuras fantásticas em estuque, pinturas, peças em bronze, e múltiplas tonalidades de mármore, uma obra-prima medieval.
Para tentar aproveitar o nosso dia, pegamos um ônibus que faz a volta pela cidade (mas não para como os outros) e faz apenas uma parada para fotos. Custou 5 euros e é bem recomendado.
O ônibus que pegamos para circular na cidade
De volta a Madrid, passeamos pela Praça Santana e sentamos para tomar uma sangria e comer uma paella, finalizando assim a minha estadia em Madrid.
Comments are off for this postDe volta a Marrakesh
Logo cedo peguei um trem para Marrakesh. Este me custou 84 MDh e teve uma duração de 4 horas.
No trem, você fica em uma especie de salinha com 6 pessoas em cada uma, e sem ar condicionado. É realmente uma viagem bem desagradável. Alias, o transporte de Marrocos, no meu ponto de vista, deixou muito a desejar. O que acabou me desanimando de conhecer lugares como Chef Chaouen e Fez.
Chegando em Marrakesh, voltei a me hospedar no Equity Point, e como eu ainda tinha um dia livre resolvi ir na agência de turismo novamente para reservar algum tour de 1 dia.
Fechei para conhecer as cascatas de Ourika no dia seguinte e acabei pagando 200 MDh depois de negociar bastante.
De volta ao albergue, conheci umas brasileiras que moram em Paris e um casal de brasileiros de BH. Desde dublin é o primeiro contato com brasileiro, quase 1 mês sem falar português.
Saimos para dar uma volta pela praça, comer algo e conversar. A noite, ficamos no terraço até mais ou menos meia noite qundo resolvi ir dormir pois o dia seguinte começaria bem cedo para mim.
Comments are off for this postFrustração em Rabat e a Mesquita de Hassan II
Acordei bem cedo, tomei café e fui pegar o trem para Rabat e tentar chegar ao consulado da Índia. A viagem demora 1 hora e chegando lá não tive nenhum problema para encontrar o consulado, o único problema é que me avisaram que demoraria 5 dias para conseguir o visto.
Mesmo explicando para eles que eu não teria tanto tempo assim, que no máximo poderia ficar mais um dia e perguntei se existe algo que eles poderiam fazer, a resposta foi bem simples, não.
Como Rabat não tinha nada que me interessasse, frustrado, voltei logo para Casablanca para conhecer a mesquita de Hassan II.
Eu acredito que a mesquita é a única coisa de interessante de fazer na cidade. E realmente impressiona.
Poucas mesquitas no Marrocos você tem a oportunidade de entrar, tirar foto e observar o comportamento das pessoas dentro delas. Esta é uma delas.
Chegando lá entrei e vaguei pelas pessoas rezando e adorando ao seu deus. Os turistas se misturam entre os adoradores e durante toda a manhã alguém faz uma pregação enquanto as pessoas rezam.
Descobri que às 3 da tarde haveria um tour pelo lugar, e apesar de não saber o que exatamente eu iria ver mais do que eu já havia visto, resolvi arriscar.
O tour custa 120 MDh adulto e 60 MDh para estudante, e tem idiomas como inglês, italiano, francês, português e espanhol.
O interessante do tour é as informações que você tem de cada lugar da mesquita. Sobre como foi construida, a capacidade do lugar, o que foi usado, quanto tempo demorou para construir, os dias que o lugar ficar cheio, enfim, informações de cada parte da mesquita que talvez lendo você não teria tanto acesso.
Foi realmente muito interessante e recomendo a visita e o tour.
Saindo dali fui à praia de Casablanca. Esta sim, me impressionou bastante. Parecia piscinão de ramos, e a sujeira do lugar praticamente me expulsou da praia. Se você está em Marrocos e pretende ir a praia, Casablanca definitivamente não é o melhor lugar, até agora Agadir foi o lugar mais tranquilo e limpo que eu encontrei em marrocos.
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