Archive for the 'Índia' Category
Sobre o Blog
Eu gostaria de agradecer a todos por visitarem sempre o meu blog. Pelas estatísticas que tenho recebido o blog cresceu bastante mas infelizmente postar ocupa uma grande parte do meu dia e consequentemente tem sido difícil conciliar o blog e as minhas viagens.
Já passei por 23 países e tentei ao longo de todos eles dar informações úteis para futuros mochileiros, e espero que consegui. Mas por agora, estarei dando um tempo com os posts para tentar curtir um pouco mais a minha viagem nessa última etapa no Sul da Ásia, entre Tailândia, Cambodia, Laos, Vietnam e Indonesia, mas continuarei atualizando os meus álbuns de fotos do picasa. Segue os endereços abaixo:
http://picasaweb.google.com.br/rafael.aroundtheworld/
http://picasaweb.google.com.br/rafael.aroundtheworld2/
http://picasaweb.google.com.br/rafael.aroundtheworld3/
O motivo de ter mais de um link é porque o picasa só aceita 1GB de fotos e já consegui estourar 2 vezes esse limite he he he.
Bom, os álbuns tem também um sistema de feed que você pode adicionar no seu leitor de rss e assim continuar acompanhando todo o resto da minha viagem.
Mais uma vez obrigado.
Rafael Faria
1 commentAtravessando a fronteira entre a Índia e o Nepal
A forma mais popular de atravessar a fronteira do Nepal é por Sanauli. Portanto estava me programando e pesquisando na internet vi que eu teria que pegar um trem de Varanasi até Gorakhpur, que custa por volta de 150 Rs em Sleeper sem ar condicionado, depois um ônibus para Sanauli, 60 Rs, depois de lá você pega ônibus para Pokhara, Kathmandu ou Chitwan.
Bom, como eu havia dito no post anterior, eu resolvi ir de ônibus. O pessoal do hotel me ofereceu um pacote que incluia o ônibus de Varanasi até Sanauli, estadia em Bhairawa, depois outro ônibus até Pokhara ou Kathmandu. Achei uma alternativa simples.
A compania “Paul Travels”, que segundo o Lonely Planet, não é recomendado, não é a melhor do mundo, mas fez o serviço direitinho.
A saida do ônibus na frente da agência
Saimos de Varanasi por volta às 8h45 da manhã. No ponto de encontro você ainda recebe um café da manhã, quer dizer, um pão com ovo.
O ônibus, que eles chamam de “deluxe”, não tem nada de mais, é só para diferenciar dos ônibus locais. Não tem ar condicionado, os assentos são um pouquinho melhores. Com a chuva, mais uma vez, começou a pingar dentro do ônibus e adivinha, no meu banco, e para não ter que sentar no molhado denovo, tive a sorte de ter outro assento livre do meu lado.
Israleneses no ônibus não tinham nenhum senso ao fumar dentro do ônibus. As estradas são horríveis. Se você precisar ir no banheiro, basta pedir ao motorista e ele encosta o ônibus em qualquer lugar. Mulheres se ajeitavam como podiam na beira da estada.
A parada pro almoço foi em um mukifo que eu nem tive coragem de comer.
Enfim, chegamos as 20h30, isso porque seriam apenas 8 horas de viagem.
Na fronteira, você primeiro passa pela Índia, para pegar o visto de saida. Ignore os tuktuks que ficam se oferecendo para te levar porque não é longe, são apenas 300mts.
Como eram apenas o nosos ônibus, passar pela Índia foi fácil, embora eu não sei como eles controlam quem passa e quem não passa porque você pode simplesmente andar até o outro lado do Nepal.
Finalizado com a Índia, andamos até o Nepal.
Lá entramos no escritório de Imigração, uma pequena casinha onde eles te dão o visto e carimbam o seu passaport. O visto custa 25 USD para 15 dias, 40 USD para 30 dias e 100 USD para 90 dias. Mais do que isso você precisa ir em Kathmandu e extender o seu visto.
Peguei o de 15 porque não tenho muito tempo por aqui.
WELCOME TO NEPAL!!!
Parece sonho, mas estou no Nepal!
Fizemos check-in no hotel, bem simples, mas o pessoal muito simpático. Alias, adorei o pessoal aqui no Nepal, pelo menos a primeira impressão agradou bastante.
O hotel, como eu disse, era simples, chuveiro com água fria, e no quarto eu quase fui carregado pelos mosquitos. Bom antes mosquitos do que bed bugs.
Lá, eles me oferecem um hotel em Pokhara, Green Park Hotel. Como não tinha nada programado resolvi aceitar e ficar pelo menos uma noite lá para ver como é, caso eu não gostasse eu mudaria para outro. Alias, não acredite em tudo que você vê no flyer que eles te mostram, é tudo photoshop
Paguei 350 Rs embora eles queriam me cobrar 450 Rs.
No outro dia, o ônibus saiu as 6h45 e o caminho até Pokhara é lindo, tirando as estradas para variar. Tive a oportunidade de ir em cima do ônibus e apreciar o visual. Embora muita gente faça isso, ir em cima do ônibus, é super perigoso, portanto tenha consciência de que não é nada sábio, mas como era uma experiência única, arrisquei. Conheci gente que teve acidente no caminho e mesmo estando dentro do ônibus acabou machucando, imagina quem estava em cima.
Chegamos em Pokhara por volta das 17h. Um carro do hotel estava lá para me buscar, fiz check-in no hotel e fui jantar.
Pokhara é uma cidade bastante agradável, uma outra atmosfera. Os restaurantes são ótimos e foi o primeiro lugar que eu vi eles servindo carne, ou seja, não queria saber da onde vinha, só sei que resolvi experimentar e não achei ruim de jeito nenhum
Minha impressão do Nepal tem sido bem agradável. Ótima comida, pessoal muito legal e simpático, preços bastante acessíveis e o ar puro das montanhas!
Mal cheguei e já quero voltar!!!
1 commentCrítica de Albergue – Varanasi
Na estação, pedimos o tuk tuk para nos levarmos ao Yogi Lodge, mas como eu já tinha lido na internet, aparentemente tem 2 Yogi Lodges e eles sempre te levam para o que fica longe do Rio. Eu apontei no mapa para onde eu queria ir e o tuk tuk ainda sim me levou para o errado. Eu não sabia qual era, embora eu tinha a estranha sensação que estavamos no errado, mas parecia decente portanto resolvemos ficar no que ele nos levou mesmo assim pelo menos por 1 noite, e trocariamos no dia seguinte se fosse muito ruim.
O hotel é bem simples, nada de mais, mas o mais importante é limpo. O banheiro é do lado de fora do quarto e o colchão da cama não é o mais confortável.
A comida no restaurante é até gostosa. Adorei o Veggie Chownmein e a sopa, que eu pedi para fazerem com água de garrafa.
Decidi ficar por ali, mesmo depois de descobri sobre o outro Yogi, que aparentemente é o mesmo dono. Os hoteis são parecidos a única diferença é que o outro fica mais perto dos Ghats.
Eu não sei como são os outros hoteis mas se alguém tiver alguma sugestão sobre hoteis em Varanasi fique livre para comentar. Este pelo menos foi barato, como dividi o quarto com o israelense saiu 100 Rs pra cada.
Nome: OLD Yogi Lodge
Diária mais barata: 200 Rs.





A cidade santa de Varanasi
Varanasi é considerada uma das cidades mais santa da Índia. As pessoas chegam a Varanasi para lavarem nas águas do Rio Ganges os pecados de toda a sua vida ou para cremarem os seus familiares.
Segundo à religão deles todas as vezes que você morre, dependendo do seu karma, você volta de uma forma na próxima vida. Acredita-se que morrendo aqui você recebe o moksha, a libertação do ciclo entre a vida e a morte, fazendo assim, Varanasi o coração da religião Hindu.
Logo de manhã, às 5h, fomos até os Ghats para um passeio no Ganges ao nascer do sol. Eu e Elad, pagamos 100 Rs cada por uma hora de barco ao longo do Rio. Esse “tour” é bem famoso e centenas de pessoas fazem todos os dias.
Galera embarcando nos barcos enquanto algumas pessoas tomavam banho no rio
Tem várias coisas acontecendo aqui nos Ghats, onde uma longa escadaria conecta ao rio santo.
Ao longo do Rio, você vê cadáveres boiando na água, porque pessoas santas não podem ser queimadas, em vez disso, eles amarram pedras e afundam os cadáveres, o problema é que eventualmente alguns voltam, portanto se você não tem estômago para isso, melhor nem se arriscar.
As águas do Rio são bem sujas, mas mesmo assim ao longo do seu passeio você vai ver pessoas tomando banho, nadando, fazendo Yoga, rezando e até lavando roupa. É realmente louco.
No final da viagem de barco, eles te levam ao Manikarnika Ghat, aonde as pessoas são cremadas. Lá você não pode tirar fotos portanto tenho apenas uma imagem de longe, do barco. São cremadas em média 300 pessoas por dia, e cada pessoa leva por volta de 3 horas. Quando acaba de ser cremada os parentes pegam os restos das que sobrou e as cinzas e atiram no rio.
Você pode, entretando, andar pelas várias fogueiras onde eles queimam os corpos na beira do Rio Ganges.
Fique apenas atento porque mesmo ali, os touts vão fazer de tudo para extorquir dinheiro de você. Vão inventar histórias, pedir doação para comprar madeira para as cremações, vão trazer alguém para te “abençoar” e depois vão pedir dinheiro. Não deêm ouvidos, você pode fazer tudo por ali sozinho.
Lugar onde eles cremam as pessoas. Cada fumaça é uma pessoa sendo cremada.
Este lugar é realmente bem especial e me admira bastante a fé que eles tem na religião deles. Queria eu ter metade da fé que eles tem.
Depois do passeio fomos procurar o Yogi Lodge que queriamos ter ido no começo. Ao achar acabamos trombando com um casal de australianos que fizemos em Khajuraho. O hotel parece ser o mesmo, alias, o que estavamos parecia ser até um pouquinho melhor. O que descobrimos depois foi que os dois hotéis são do mesmo dono, esse que fica perto do Rio chama Yogi Lodge e o outro chama OLD Yogi Lodge. Resolvemos ficar no outro mesmo, mas se você quiser achar este daqui fique atento com a palavra OLD.
Durante a tarde, resolvemos visitar os templos junto com o casal que conhecemos. O pessoal do hotel organizou tudo e pagamos 100 Rs para isso, incluindo os tuk tuk pra cima e pra baixo. Acho que valeu a pena porque a gente ainda tinha um guia que explicava tudo para nós.
A noite, no rio, mais uma vez eles tem uma cerimônia religiosa. A cerimônia é na beira e de frente para o rio, portanto você pode ficar na margem ou pode pagar um barco para fircar de frente à apresentação. Pagamos 140 Rs para o barco nos levar bem perto da margem de frente para o pessoal apresentando, mas logo começou a chover forte e como tinhamos câmera na mão acabamos saindo e procurando algum lugar para fugir da chuva. Lá se foram 140 Rs pra nada.
Assistimos um pouco da cerimônia de longe e logo resolvemos voltar para o hotel.
Cerimônia religiosa durante a noite
Muitas pessoas vêem para Varanasi e ficam 2,3,4 dias, 1 semana. Eu quero aproveitar Nepal o máximo que puder portanto acabei comprando um ticket de ônibus para o Nepal, que custou 750 Rs, mas esta incluso ônibus até a fronteira da Índia, acomodação de uma noite por lá, e depois um ônibus para Pokhara ou Kathmandu. Achei uma boa idéia.
Comments are off for this postDe Khajuraho à Varanasi
Como eu havia dito em um post anterior, eu e Elad, o israelense que eu conheci em Khajuraho, pagamos 400 Rs para que o cara da recepção organizasse os tickets de ônibus para Satna e o trem para Varanasi.
Acordamos as 5 da manhã e o cara do hotel nos levou até o lugar onde pegamos o ônibus, 11 km da cidade.
O ônibus é local, portanto não estavamos esperando muito. O que me chamou atenção são as camas que eles colocaram em cima dos bancos.
O ônibus chegou as 6h e estava lotado. O israelense e 2 alemães que também iam para lá sentaram na frente na cabine junto com o motorista, porque ao contrário do Brasil, aqui a cabine é bem grande e com assentos para passageiros.
Eu acabei sendo direcionado para um assento no meio do ônibus e para variar um pouquinho, como estava chovendo, o meu estava molhado. A janela tinha partes de vômitos de alguém que deve ter passado mal. Enfim, nojento.
Ônibus local de Khajuraho à Satna
Assim que eu tive uma oportunidade, fui pra frente na cabine com os outros.
De Khajuraho até Satna foram 3h30 de viagem, chegando por volta das 9h30. Na estação de ônibus pegamos um tuk tuk para a estação de trem que nos custou 20 Rs.
Fomos dar uma volta nos arredores da estação para ver se achavamos algo para comer mas não encontramos nada, compramos frutas e snaks e fomos esperar o trem.
Rolê pela cidade de Satna à procura de um restaurante
O trem para Varanasi era pra sair às 10h15 e atrasou 1 hora. Eu fiquei no Sleeper Class sem ar condicionado na cama de cima. Minhas mochilas são imensas portanto tive que me apertar para caber na cama com as mochilas, mas como eu estava tão cansado isso não me impediu de dormir por boas 5 horas.
Definitivamente ar condicionado é um plus que eu não vou deixar de pegar quando eu tiver que fazer outra viagem. É realmente muito quente.
Eu tenho tido sorte com quem eu divido a cabine, desta vez conheci uma menina do Nepal onde ela me contou várias coisas sobre o pais e até se ofereceu como guia algum dia em Kathmandu.
Elad, que estava em outra cabine, acabou se juntando a nós para o resto da viagem, e enquanto eles conversam eu resolvi dar um outro cochilo.
chegamos por volta das 21h, com 1h30 de atraso e na saida ganhamos até presentinho. Muito gentil o pessoal do Nepal.
Depois de um banho gelado cai na cama morto de cansaço. Finalmente cheguei a Varanasi.
Comments are off for this postCrítica de Albergue – Khajuraho
Khajuraho é bem pequeno portanto não existe uma vasta opção de hoteis. Procurando referencias na internet eu acabei decidindo ficar no Yogi Lodge.
O lugar é limpo, existe quartos entre 100 e 300 Rs e a única coisa que muda é o tamanho e se tem ou não tv.
O restaurante no terraço serve comida muito boa mas você tem também uma série de opções fora do hotel.
Eles tem Internet e custa 40 Rs a hora.
O pessoal que trabalha no hotel é bem simpático, bastante prestativo mas eu senti que eles se interessam muito em extorquir dinheiro de você seja lá o que você quiser reservar, trem ou ônibus. Portanto fique atento.
O Lugar é simples mas eu com certeza ficaria lá novamente, e recomendo.
Nome: Hotel Yogi Lodge
Site: http://www.lonelyplanet.com/
Diária mais barata: Quartos entre 100 e 300 Rs.





Os templos de Kamasutra
Khajuraho é um lugar bem legal porém bem pequeno. Famoso pelos seus templos, chamam a atenção por uma característica muito peculiar: as esculturas eróticas esculpidas na parede. Dos 85 templos de Khajuraho restaram 22 – todos com paredes adornadas por cenas altamente eróticas, representando diferentes posições do Kama Sutra.
Povo pervertido esses indianos, não?! (clique na imagem para ver dezenas de outras imagens)
Acordei bem cedo e resolvi visitar os chamados Western Group Temples, os principais templos de Khajuraho e o único que você tem que pagar, 250 Rs.
A chuva deu um tempo portanto foi bom aproveitar a manhã para fazer essa visita. É bem interessante ver as esculturas nos templos, e se você acha que você é pervertido, pense novamente. Você vai ver posições inéditas, orgias, threesome, mulheres com mulheres, e várias outras esculturas eróticas.
Esculturas exóticas do lado de fora dos templos
É realmente bem “interessante”.
A tarde, com o meu amigo Elad de Israel, alugamos uma bicicleta, 30 Rs, e fomos visitar os templos do sul e do leste. Com a ajuda do meu amigo que eu fiz na noite passada que nos serviu de guia durante todo o tempo.
Andando de Bike no meio das vacas e muita lama
Como eu mencionei no começo do post, Khajuraho é bem pequeno portanto depois de visitar os templos resolvi continuar viagem em direção à Varanasi.
No hotel, paguei 400 Rs, e o cara da recepção organizou o ônibus para Satna e o ticket do trem até Varanasi.
Achei conveniente, porém você pode fazer todo o caminho separado você mesmo, como muitos fazem, e pagar um pouco menos.
Curiosidades (fonte: IG)
- O termo “Khajuraho” pode ser derivado da palavra Hindi “khajur”, que significa Tamareira.
- Os monumentos foram classificados pela UNESCO como Patrimônio Mundial.
- Nenhum dos templos de Khajuraho contém temas relacionados com a sexualidade dentro dos templos, somente nas paredes externas (o visitante deveria deixar os seus desejos sexuais fora do templo).
- Os elementos eróticos estão presentes em cerca de 10% de todas as esculturas, representando cenas de erotismo ou sexo entre figuras humanas – e não entre divindades. Os 90% restantes representam situações da vida social, como mulheres se maquiando, músicos, camponeses, etc.
- Nos templos de Khajuraho, os ídolos de Shiva, Nandi, Princesa Durga e representações de encarnações de Vishnu, estão completamente vestidos.
Comments are off for this postDe Agra à Khajuraho
Peguei o trem às 10h15 e saiu exatamente na hora marcada. O destino, Jhansi, onde eu pegaria um ônibus para Khajuraho.
Desta vez fui sentado na cadeira no ar condicionado, me custou 300 Rs, mas não tenho certeza como chama a classe porque ainda me parece bem confuso as siglas que eles dão para os trem. Mas não reclamei muito porque apesar de levar 5 horas de viagem eu tive 3 acentos livres para mim e acabei cochilando um pouco. Cheguei lá por volta das 14h.
Chegando em Jhansi muitas pessoas quebram a viagem e passam a noite em Orchha, o que não é uma má ideia.
Quando fui procurar pelos ônibus para Khajuraho acabei descobrindo que não havia mais ônibus para turistas e que eu teria que pegar um ônibus local. Eu não anotei os horários mas sei que saem 4 ônibus entre 8h30 e 13h30.
Peguei um tuk tuk e fui direto para a estação de ônibus. O que me assustou porque é o lugar é realmente muito sujo e bagunçado. O ônibus então, me assutou mais ainda mas como eu vi alguns turistas e estava sem opção acabei embarcando. O ticket me custou 110 Rs mas o pessoa que eu conheci la me falou que pagaram 75 Rs.
A viagem foi surreal, algo que eu jamais experimentei na vida. O ônibus que vai até Chhatapur é caindo aos pedaços, e por causa da chuva o meu banco estava molhado, o que eu tive que lidar com isso durante 5 horas. Quando chovia eu ainda tive que me acostumar com a água pingando em mim durante vários estágios da viagem porque as janelas não seguram muito a água.
Para melhorar ainda, como não tinha espaço e meu laptop está na minha mochila, acabei carregando a minha mochila de mão no colo, que pesa por volta de 8kg durante todo o tempo.
O ônibus parece hora do rush em SP. Pega passageiros até não ter mais lugar e eu estava exatamente do lado da porta, onde toda hora alguém acabava se esbarrando e batendo na minha perna.
Chegando em Chhatapur tivemos que trocar de ônibus onde o cara do primeiro ônibus falou que eu não precisava pagar mas assim que ele desceu do ônibus o cobrador veio me dizer que eu preciso pagar sim e quando tentei argumentar e achar o outro cara do ônibus ele já tinha ido embora a muito tempo. Enfim, para não ter que discutir acabei pagando os 29 Rs que ele me cobrou.
As pessoas nos ônibus não respeitam ninguém. É o povo tocando música no celular o tempo inteiro, criança gritando, bebê chorando.
Praticamente um pesadelo.
Fiquei feliz que finalmente lá por volta das 8h30 da noite eu cheguei em Khajuraho, onde eu fiz check in no hotel e fui comer algo.
No caminho para o restaurante eu conheci um indiano que veio com um papo falando que queria praticar inglês, alias, fique atento porque esse é a forma mais comum que você vai ouvir de alguém pra se aproximar de você e pedir dinheiro. Acabei convidando ele para comer comigo e me contar um pouco sobre as tradições deles. Pela primeira vez eu tive a coragem de experimentar um prato típico, Thaly com legumes.
Dei a noite por encerrada e fui descansar, afinal, foi um longo dia.
Comments are off for this postCrítica de Albergue – Agra
Fiquei no Turist Rest House e tenho que dizer que é um dos melhores hotéis que eu fiquei na Índia. Extremamente limpo, quarto grande e ar condicionado. Paguei 650 Rs, um dinheiro muito bem pago pela qualidade do hotel.
O pessoal lá muito hospitaleiro, me trataram como membro da família.
O restaurante no centro do hotel lhe da oportunidade para conhecer outras pessoas e a comida é bem gostosa.
Este foi único hotel que eu encontrei que tinha Wi-fi por meros 100 Rs o dia. Embora eu não tinha muito tempo para usar a interenet, acabei pagando porque precisava resolver algumas coisas da viagem, fazer algumas pesquisas de lugares e principalmente para ligar para minha mama porque era aniversário dela.
Enfim, ALTAMENTE recomendado, e com certeza se um dia voltar em Agra voltarei a ficar no hotel.
Nome: Tourists Rest House
Site: http://www.tripadvisor.com/
Diária mais barata: 350 Rs sem A/C e 650 com A/C





O incrível Taj Mahal
Acordei as 4h30 e peguei um tuk tuk para o Taj Mahal às 5h, por causa da hora só conseguir um tuk tuk por 40 Rs.
Cheguei lá bem cedo, no West Gate, por volta de 5h15 pois o ticket office só abre as 5h45, mas valeu a pena porque eu fui o primeiro da fila.
O ticket custa 750 Rs, um pouco salgado, ainda mais se comparado ao que os indianos pagam, 10 rs.
Enquanto eu espero vários guias me ofereceram os serviços, alguns por meros 450 Rs, que eu, claro, recusei.
Eu sugiro ir no nascer do sol porque depois fica tão cheio que você pode levar horas para entrar.
Os portões abrem apenas 6h10 e eu mais uma vez fui um dos primeiros da fila, o que foi ótimo, porque ao entrar no Taj Mahal não havia absolutamente ninguém e eu consegui tirar várias fotos legais antes do lugar encher de gente.
Para quem não sabe o Taj Mahal foi construido por Shah Jahan em memória à sua segunda mulher Mumtaz Mahal que morreu dando a luz ao seu 14 filho.
O Taj Mahal é uma das 7 maravilhas do mundo e um dos principais atrações da Índia. Mas fique atento porque é fechado aos sábados e muitas vezes eles fecham também para visitas importantes como a do primeiro ministro no dia que eu estava lá.
Estar ali foi mágico, inesquecível e certamente um dos prédios mais lindos que eu já vi na minha vida. Pelo que eu li é também muito bonito ver o sol se pondo do roof top de algum dos cafés da cidade. Procure saber com o seu hotel.
Minha foto favorita do Taj Mahal
Muitos saem dali e vão até o Agra Fort, que com o seu ingresso eu acho que você tem um desconto ou é de graça. Eu não tenho certeza porque sai dali as 8h30 e fui direto pro hotel pegar a minha mochila e ir para a estação de trem e fazer o meu caminho até Kajuraho.
Comments are off for this post